arrastadas as folhas pelo vento
não se sabem perdidas/inseguras
só se deixam levar bem satisfeitas;

apodrecem nos cantos dos asfaltos
ostracismo abraçam a contento –
mas virar pó num pote de cimento
os altivos homens tomam por desfeita.

poderíamos culpá-los se é divina
a escolha de dotar-lhes de orgulho
em seguida os forçando a um mergulho
na areia quente do esquecimento?
lograríamos contar todas as folhas
ou dar cabo das malditas incertezas
se aquele que isso pode forra a mesa
a que nos sentamos inadvertidos?

‘homens’ ‘men’ ‘maschi’ ‘mann’ – somos ligados
pelo fim e também pelo começo
navegar sem destino é o preço
da sorte de saber ser (azar velado).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *