há os que às moitas se lançam
fugindo do fim que os busca ao encalço
há os que correm, que fogem
e não se entregam enquanto há espaço
há os que fincam os dedos
descalços no solo e brandindo o aço
gritam que haverá luta
e a morte os come com leite e melaço

nós porém já não corremos
não mais que esperamos o tempo passar
nós nos sentamos sozinhos na terra
ouvindo o vento falar
nós não bradamos à morte
nós a seduzimos
dizemos amar
ela não mais nos enxerga
nós somos os que nos pretendem matar

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