Aceso

outra vez a criação me procura humilhar
dessa vez
quase mil
os mosquitos.
uma tela os protege de mim e
com asas soberbas me zombam deitado.

afiando os dentes na tela
(para eles grade)
me xingam viado.
se soubessem nome mais pesado por certo usariam
(por sorte não há)

E COM PELE MACIA E INTATA DE DENTES
PERFURO A NOITE ACESO
E ME CUSPO E ME SINTO E ME TOCO
de tudo de errado que fiz nos meus dias

ignoro os gritos das asas e nu
faço o que fez Davi no terraço
inspirado por tudo o que é belo e me excita entôo poema nefasto.

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